sábado, 12 de janeiro de 2013

TALVEZ



Agora estou curtindo Janis Joplin e uma skolzinha. Um sábado gostoso me acordou. Espantou o calor de outrora. Em meio a sonhos de amigos da infância, poderes mentais para previsão do passado, acordei com preguiça, sabendo que ainda tinha um compromisso. Aula particular. Estou ajudando o filho de grandes amigos meus. Problema com alfabetização. Voltei a pé pensando que primeiro eu tenho que me valorizar muito para depois as pessoas me valorizarem. Sempre tive problema com autoestima. E devo sanar isso. Esse é meu objetivo esse ano.

E embalado pela canção Maybe, de Joplin, talvez eu descubra coisas em mim que nunca havia percebido. Talvez sejam maravilhosas. Talvez sejam empecilhos, no entanto, preciso me redescobrir. Mesmo quando me escondo.

Eu não deveria parar de escrever. Eu escrevo tão bem. Mas tenho medo. Tenho medo da escrita. Muitas pessoas têm. Nas escritas são revelados grandes segredos. Alguém um dia poderá usar todos os meus segredos contra mim. No entanto, seria hipocrisia comigo mesmo, um escritor, esconder minha escrita do mundo. Pior é esconder a mim de mim mesmo. 

Tenho saudade de um corpo no meu corpo. Carícias e afagos. Tenho saudades de uma namorada, uma amante, uma mulher. Alguém que esteja do outro lado da cama quando eu acordar. Alguém que me diga o quanto sou especial, o quanto sou necessário ou essencial. Alguém que me faça ovos fritos ou mousse de limão. Alguém que me rouba os encantos por meio de sorrisos, alguém que aperte as pequenas mãos em minhas mãos buscando conforto ou segurança.
Tenho saudades. E ter saudades deve ser natural, não?


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